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Vitorino Magalhães Godinho: 1918 - 2011
Átrio da Biblioteca Pública de Braga – Praça do Município entre quarta-feira, 05-12-2018 e sexta-feira, 18-01-2019
    
 
Historiador e Professor Universitário e também antigo ministro da Educação e Cultura em 1974, Vitorino Magalhães Godinho foi uma figura que deixou um legado científico, cultural e cívico muito importante a Portugal. A resistência à ditadura afastou-o da Universidade Portuguesa pelo que teve de seguir um percurso académico fora do País. Foi aliás em França que comemorou o 25 de Abril. Doutorado pela Sorbonne, onde apresenta uma tese sobre "L' économie de l' empire Portugais - XVe - XVIe siècles" (1966), desenvolveu uma carreira como investigador e professor no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e na École Pratique des Hautes Études. Mais tarde, já em Portugal, foi Professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa e ainda, por um breve período, Diretor da Biblioteca Nacional.

As suas obras sobre a expansão portuguesa e europeia, nomeadamente, A Economia dos Descobrimentos Henriquinos e Os Descobrimentos e a Economia Mundial, constituem uma referência obrigatória, e os seus ensaios, que integram em parte o Dicionário de História de Portugal dirigido por Joel Serrão, transformaram por completo a historiografia portuguesa. Vitorino Magalhães Godinho é o introdutor em Portugal de uma nova história, cultivada por Lucien Febre, Fernand Braudel e Ernest Labrousse, entre outras primeiras figuras da revista Annales, de que foi ativo colaborador. O Historiador Jorge Pereira da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa sublinha, a este propósito, que "Pela difusão da sua obra, pelo seu magistério, pela ação como fundador e presidente da Associação Portuguesa de História Económica e Social e diretor da Revista de História Económica e Social, [Vitorino Magalhães Godinho] exerceu uma larga influência na institucionalização das ciências sociais em Portugal, na formação de novas gerações de investigadores e na renovação da historiografia portuguesa."

Com um importante reconhecimento nacional e internacional que se justifica, entre outras razões, pelo facto de ter sido Professor Visitante da Universidade de São Paulo, no Brasil, sócio correspondente da British Academy, de Londres, sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, sócio fundador da Societé Marc Bolch pour l'Histoire des Civilisations (1949), foi condecorado pelo governo francês com o "Prix d'Histoire Maritime" da Académie de Marine, pela obra L' Économie de l'Empire Portuguais, em 1970, e recebeu o Prémio da Fundação Balzan (atribuído pela Fondazione Internazionale Premio Eugenio Balzan), em 1991, "Pour avoir réussi à écrire une histoire globale des exploitations, des conquêtes coloniales et de leurs effets sur l'histoire de l'humanisme, des sciences et des societés; pou avoir su lier avec une méthode sûre et sans artífice l?histoire politique, économique et intellectuelle".
Assim, e por ocasião do 100.º aniversário do seu nascimento, a Biblioteca Pública de Braga promove uma exposição bibliográfica e documental sobre um dos nomes maiores da nossa historiografia e da cultura do século XX e da primeira década do século XXI.
 
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