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António José Saraiva - 1917 – 1993
Átrio da Biblioteca Pública de Braga – Praça do Município entre segunda-feira, 12-02-2018 e sexta-feira, 23-03-2018
    
 
Lutador contra o regime do Estado Novo, viveu no exílio desde 1960 até ao 25 de abril de 1974, tendo sido bolseiro do Collége de France, investigador do Centre National de Recherche Scientifique (até 1970) e professor catedrático na Universidade de Amsterdão (até 1975). Regressado a Portugal, após a "Revolução dos Cravos", foi docente na Universidade Nova de Lisboa e depois (1977) na Universidade Clássica de Lisboa, foi professor catedrático, onde exerceu funções até ao fim da sua vida.
Ao longo do seu percurso profissional, António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada de referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesa, quer na edição de obras e no estudo de autores como é o caso de Camões, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros). É de realçar nesse âmbito os vários estudos que dedicou a Os Lusíadas ou a Padre António Vieira, quer a publicação de obras de particular importância como a História da Cultura em Portugal ou de, em parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa. Tratando-se de uma obra de grande folego e longo sucesso, recorda-se que a 1.ª edição foi publicada nos anos 50 do século XX, a partir da qual foram posteriormente publicadas 17 edições sempre revistas e que, de acordo com a Professora Isabel Pires de Lima, "esta obra formou várias gerações de estudantes de literatura em Portugal e no Brasil, conduzindo à revisão do próprio cânone da nossa literatura".
Além de ensaísta nas áreas da Literatura, da História, da Filosofia, da Sociologia, da Teoria Politica, etc., António José Saraiva manteve uma colaboração intensa em jornais e revistas portugueses. Escreveu no Século, no Diário de Notícias, no República, no Diário Popular, no Primeiro de Janeiro, no Jornal de Notícias, no Comércio do Porto, no Comércio do Funchal, no Jornal de Fundão, no Tempo, no Dia, no País, na Tarde, no Público, na Capital, no Semanário, no Expresso... e nas principais revistas literárias: Seara Nova, Vértice, O Tempo e o Modo, Raiz e Utopia (tendo sido um dos fundadores), Revista História, Vida Mundial, Jornal de Letras, etc.
Premiado pela Academia das Ciências em 1947, recebeu igualmente, no dia 17 de março de 1993, o prémio Jacinto Prado Coelho na Associação Portuguesa de Escritores, tendo nessa ocasião, embora já doente e fragilizado, sofrido um colapso súbito e morre com 75 anos.
Em síntese, são muitas as razões que justificam que, por ocasião do 25.º aniversário da morte de António José Saraiva, a Biblioteca Pública de Braga promova uma exposição sobre uma das figuras de primeira linha da nossa cultura do século XX.

Organização: Biblioteca Pública de Braga

Info: www.bpb.uminho.pt

 
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