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António Nobre : 1867 - 1900
Átrio da Biblioteca Pública de Braga entre sexta-feira, 03-11-2017 e sexta-feira, 22-12-2017
    
 
António Nobre nasceu no Porto em 1867, e faleceu na Foz do Douro em 1900, com apenas 33 anos de idade. Figura relevante da cultura portuguesa, publica em vida (em abril de 1892, em Paris) o livro de poesia "Só", que seria a sua única obra.
Editada por chez León Vanier - pelo livreiro parisiense de quase todos os simbolistas franceses - e apresentada, pelo seu autor, como "o livro mais triste que há em Portugal", é um dos marcos da poesia portuguesa finissecular do século XIX. O seu irmão Augusto Nobre, reputado biólogo e professor da Universidade do Porto, será o responsável pela edição póstuma de "Despedidas" e "Primeiros versos".
De acordo como Óscar Lopes, António Nobre trouxe "para a poesia o Portugal provinciano nortenho, que os seus tédios escolares, o seu exilio parisiense, o seu egotismo doentio fizeram aderir à sua personalidade inadaptável, às suas saudades da infância numa burguesia rural e nortenha, saudosista e com pretensões senhoriais".
 No texto da palestra proferida por ocasião do 1.º centenário do nascimento do poeta José Manuel Mendes esclarece que "Um dos temas muito preferido por Anto [António Nobre] é o da saudade, aspecto que faz dele, na junção com outros elementos, um poeta visceralmente português, na linha imaginária que liga, de início aos nossos dias, toda a literatura lusíada, e que define a nossa sensibilidade própria".  mais adiante refere ainda "Não tendo sido, porventura, o poeta Português que melhor interpretou toda a gama simbolismo (?) foi o que subiu mais alto e mais poderosa e decisivamente influenciou toda a atividade subsequente. Admiraram-no, e pecarei por omissão na citação de nomes, os grandes Teixeira de Pascoais, Fernando Pessoa e Florbela Espanca".
Assim, e por ocasião do 150º aniversário do nascimento de António Nobre, e integrada nas comemorações dos seus 175 anos, a Biblioteca Pública de Braga promove uma exposição evocativa deste autor, recordando um dos marcos de referência da Literatura Portuguesa, que é considerado para Mário Cláudio, juntamente com Cesário Verde e Antero de Quental, um dos três maiores poetas portugueses do século XIX.

Fonte:
"António Nobre" / Paula Morão in Dicionário de Literatura Portuguesa, org. e dir. de A. M. Machado, Lisboa, Presença, 1996.
mais informações: http://175anosbpb.pt/bpbuminho/antonio-nobre/
 
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