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CONFERÊNCIA
Arquivo Distrital de Braga - Rua Abade da Loureira entre sexta-feira, 15-02-2019 e sexta-feira, 15-02-2019
    
 
Em pé, erguido n'um marmóreo sócco : evocação de João Penha no centenário da sua morte (ADB, 15 de fevereiro de 2019, 18h00).

Sinopse da conferência:
Boémio carismático da tradição estudantil e agente dinamizador do mundo das letras, o nome de João Penha encontra-se indelevelmente ligado à cidade do Mondego, desde que tomou parte ativa na célebre Questão Coimbrã de 1865. A Folha (que dirigiu na Lusa Atenas, entre 1868 e 1873) ficou conhecida, na história da literatura portuguesa, como o microcosmo literário de uma geração eclética, que, segundo Gonçalves Crespo, encontrou no vate bracarense o seu Nervoso mestre, domador valente / Da Rima e do Soneto portuguez.
Se, para muitos, João Penha foi, por isso, um produto coimbrão, não é menos verdade que as raízes do poeta ficaram definitivamente plantadas em Braga, quando em 1873, já formado em Direito, regressou à terra natal, para exercer advocacia. Repartido entre a Rua do Souto, onde nasceu, e o Campo de D. Luís I, onde morreu, o quotidiano do poeta escreveu-se assim, durante muitos anos, pela Rua dos Capelistas, o Largo de S. Francisco, o Campo de Sant'Anna e a Rua de São Marcos, onde todas as noites era certo encontrá-lo a rondar uma pastelaria, não muito longe do Largo que agora lhe toma o nome. E, no entanto, apesar da relação umbilical que manteve com a cidade de Braga, João Penha é, para muitos dos seus conterrâneos, um ilustre desconhecido, cujo busto - erguido n'um marmóreo sócco - dá hoje nome a pequeno jardim na cidade.
Integrada no programa comemorativo do centenário da morte de João Penha (1839-1919), esta conferência tem por objetivo evocar a vida e a obra do poeta, tendo por base a investigação empreendida em várias instituições, com destaque para a Biblioteca Pública e o Arquivo Distrital de Braga, que detém o espólio penhiano.

Nota curricular:
Elsa Pereira é investigadora integrada no Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, onde desenvolve um projeto de edição crítico-genética para a poesia de Pedro Homem de Mello. Em 2013 concluiu o Doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (com uma edição crítica das obras de João Penha, publicada pelo CITCEM) e em 2014 foi distinguida com uma bolsa de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Tem publicado trabalhos na área da cultura e literatura portuguesas, tendo por âmbito de especialização os estudos textuais, a edição crítica e o trabalho sobre manuscritos.
 
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